
Les Nouveaux Libertins é muito diferente de Quartos Separados; é claramente uma obra da juventude, cheia de pujança e raiva, um retrato da geração dele, acabada de sair da adolescência e ainda não instalada na vida, no final dos anos 70, repleta de angústia existencial e dúvidas, quando os ideiais dos anos 60 já tinham morrido e o optimismo materialista (de curta duração...) dos yuppies 80 ainda não começara (e não me parece que Tondelli aderisse aos yuppies...). A banda sonora poderia ser Smashing Pumpkins com Mellon Collie and the Infinite Sadness, mesmo sendo essa música de 15 anos depois, mas a angústia existencial da juventude é intemporal (vide Rimbaud ou Nizan).
A escrita é rápida, apressada, directa e poética, suponho que a tradução seja boa, tendo-me causado alguns problemas com o calão francês, em que não sou muito versado.
Próxima leitura: Pao Pao!
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