E já que hoje estou numa onda de nostalgia, apeteceu-me ouvir o Universal Mind, a minha música preferida dos Doors. Já disse aqui o que ela me evoca. Foi bom constatar que continua tão bela como sempre, a voz de Jim Morrison nunca soou mais pungente.
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domingo, julho 19, 2009
Tom Waits
Descobri Tom Waits aos 18 anos, graças à minha namorada, e foi uma revelação - de repente dava com uma música, um som, uma voz, umas palavras, que eram tão... perfeitas? Eu nessa época cultivava a angústia existencial, saía de uma adolescência infeliz, e estava a descobrir um mundo afectivo completamente diferente e a entrar nuam das fases mais felizes da minha vida. Acho que não estava habituado à felicidade, e aprendera a gostar do meu eu deprimido e angustiado; de certa forma, música como a de Tom Waits e de Billie Holiday (que descobri na mesma altura) foram o ideal para me acompanhar nessa transição. Passaram anos e anos, e estou muito diferente actualmente, mas a minha paixão pela música do Tom Waits (e da Billie Holiday também) não diminuiu nem um pouco. É certo que já não me provoca delírios emocionais, mas continua a falar-me ao coração.
Deixo uma das músicas do primeiro álbum que ouvi de Waits, Nighthawks at the Diner. Ainda é dos meus preferidos.
Deixo uma das músicas do primeiro álbum que ouvi de Waits, Nighthawks at the Diner. Ainda é dos meus preferidos.
segunda-feira, julho 06, 2009
Nostalgias desnecessárias
Nos últimos anos, tem-se assistido a um onda de nostalgia em relação a bandas e música dos anos 80 e 70 que atingiu proporções disparatadas, indo ressuscitar cadáveres que mais valia manterem-se bem enterrados no esquecimento... É patético assistir ao retorno de bandas como os Duran Duran, os Spandau Ballet, os Village People ou os Boney M - já eram maus naquela altura, mas pelo menos eram novidade e inseriam-se na cultura da época; agora são apenas maus e ridículos. O êxito do Mamma Mia vem na mesma onda; se é certo que a música dos Abba teve o seu tempo, e algumas canções são divertidas de ouvir, a dose de as ouvir todas de seguida é claramente excessiva, como constatei ao ver o video do filme, que é horrível. Em Portugal, também se segue a mesma moda, e toca de passar na rádio os patéticos discos dos Heróis do Mar, agora rotulados de clássicos... Porque não os Jáfumega ou os delírios de Adelaide Ferreira? Pelo menos esses fazem rir bastante mais! O cúmulo do revivalismo idiota foi o disco de homenagem ao Carlos Paião, com versões das suas músicas por bandas actuais. É verdadeiramente confrangedor - por mais voltas que lhes dêm, são mesmo más.
E no entanto há tanta boa música feita nos anos 80! Chega perfeitamente, porque a boa música não cansa nem fica datada. Para lavar os ouvidos, deixo apenas dois exemplos, muito eighties, mas no seu melhor.
terça-feira, maio 05, 2009
Blue Valentine, de Tom Waits
sábado, abril 11, 2009
Postcards from Italy, de Beirut
domingo, março 29, 2009
There is a Light that Never Goes Out, por The Smiths
Mais uma das minhas bandas favoritas, que gosto de ouvir em qualquer circunstância e disposição. Esta é uma das minhas músicas favoritas deles.
Take me out tonight
Where theres music and theres people
And theyre young and alive
Driving in your car
I never never want to go home
Because I havent got one
Anymore
Take me out tonight
Because I want to see people and i
Want to see life
Driving in your car
Oh, please dont drop me home
Because its not my home, its their
Home, and Im welcome no more
And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure - the privilege is mine
Take me out tonight
Take me anywhere, I dont care
I dont care, I dont care
And in the darkened underpass
I thought oh god, my chance has come at last
(but then a strange fear gripped me and i
Just couldnt ask)
Take me out tonight
Oh, take me anywhere, I dont care
I dont care, I dont care
Driving in your car
I never never want to go home
Because I havent got one, da ...
Oh, I havent got one
And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure - the privilege is mine
Oh, there is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
Take me out tonight
Where theres music and theres people
And theyre young and alive
Driving in your car
I never never want to go home
Because I havent got one
Anymore
Take me out tonight
Because I want to see people and i
Want to see life
Driving in your car
Oh, please dont drop me home
Because its not my home, its their
Home, and Im welcome no more
And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure - the privilege is mine
Take me out tonight
Take me anywhere, I dont care
I dont care, I dont care
And in the darkened underpass
I thought oh god, my chance has come at last
(but then a strange fear gripped me and i
Just couldnt ask)
Take me out tonight
Oh, take me anywhere, I dont care
I dont care, I dont care
Driving in your car
I never never want to go home
Because I havent got one, da ...
Oh, I havent got one
And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure - the privilege is mine
Oh, there is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
sábado, março 21, 2009
Smells Like Teen Spirit, por Nirvana
State of Love and Trust, por Pearl Jam
Mais uma das minhas 3 bandas favoritas dos anos 90 - estes acho que os ouvi pela primeira vez na banda sonora do filme Singles. São excelentes, deixam-me sempre mais feliz ao ouvi-los (o Live on Two Legs foi a minha companhia no carro por imensas vezes), e esta é talvez a minha música preferida deles, combina a energia com um certo lirismo jovem e forte.
1979, por The Smashing Pumpkins
Já não me lembro quando ouvi pela primeira vez, talvez na XFM. Mas foi amor à primeira vista, o álbum Mellon Collie and the Infinite Sadness é extraordinário - além de ter um nome absolutamente perfeito. Os Smashing Pumpkins são dos melhores exemplos de uma certa angústia existencial urbana e moderna que me diz muito.segunda-feira, março 02, 2009
Just One of Those Things, por Ella Fitzgerald
Uma das minhas músicas favoritas na voz da magnífica Ella Fitzgerald. Quem pode deixar de se sentir melhor ao ouvi-la?
As Dorothy Parker once said
To her boyfriend, "fare thee well"
As Columbus announced
When he knew he was bounced,
"it was swell, Isabel, swell"
As Abelard said to Eloise,
"don't forget to drop a line to me, please"
As Juliet cried, in her Romeo's ear,
"Romeo, why not face the fact, my dear"
It was just one of those things
Just one of those crazy flings
One of those bells that now and then rings
Just one of those things
It was just one of those nights
Just one of those fabulous flights
A trip to the moon on gossamer wings
Just one of those things
If we'd thought a bit, of the end of it
When we started painting the town
We'd have been aware that our love affair
Was too hot, not to cool down
So good-bye, dear, and amen
Here's hoping we meet now and then
It was great fun
But it was just one of those things
If we'd thought a bit, of the end of it
When we started painting the town
We'd have been aware that our love affair
Was too hot, not to cool down
So good-bye, dear, and amen
Here's hoping we meet now and then
It was great fun
But it was just one of those things
Just one of those things
As Dorothy Parker once said
To her boyfriend, "fare thee well"
As Columbus announced
When he knew he was bounced,
"it was swell, Isabel, swell"
As Abelard said to Eloise,
"don't forget to drop a line to me, please"
As Juliet cried, in her Romeo's ear,
"Romeo, why not face the fact, my dear"
It was just one of those things
Just one of those crazy flings
One of those bells that now and then rings
Just one of those things
It was just one of those nights
Just one of those fabulous flights
A trip to the moon on gossamer wings
Just one of those things
If we'd thought a bit, of the end of it
When we started painting the town
We'd have been aware that our love affair
Was too hot, not to cool down
So good-bye, dear, and amen
Here's hoping we meet now and then
It was great fun
But it was just one of those things
If we'd thought a bit, of the end of it
When we started painting the town
We'd have been aware that our love affair
Was too hot, not to cool down
So good-bye, dear, and amen
Here's hoping we meet now and then
It was great fun
But it was just one of those things
Just one of those things
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Nostalgia musical
Ultimamente, uma música dos Talking Heads não me tem saído da cabeça, Air, a primeira música dos Talking Heads que me lembro de ter ouvido. Tinha 14 anos, alguém me ofereceu o álbum Fear of Music, que eu desconhecia completamente, e lembro-me do fascínio que senti quando a agulha tocou no vinil e um som que me pareceu então extra-terrestre invadiu a sala, tão diferente da música que eu habitualmente ouvia nessa época - a descobrir o rock dos Pink Floyd e Led Zeppelin, o rock'n'roll dos anos 50, as músicas dos anos 60 a partir de Bob Dylan, e da "contemporânea" pouco mais que Kate Bush, Police e Dire Straits (refiro-me ao que ouvia em repeat, dos discos que comprava; obviamente ouvia os hits do tempo na rádio). Mas este disco dos Talking Heads foi uma verdadeira descoberta - fortuita, como quase todas as melhores são - e lembro-me de o ouvir vezes sem conta. Curiosamente, só muitos anos depois apreciei os discos posteriores da banda; talvez devido à impressão tão forte que Fear of Music exerceu sobre mim, achei o que ia aparecendo deles mais fraco.
Procurei no youtube, e encontrei esta versão ao vivo de Air e Cities em 1979 - o som é fraco, mas o video de uma interpretação de Air por David Byrne num concerto, com muito melhor qualidade, está muito mais longe do som que eu ouvi e me fascinou naquela época.
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Under Pressure
Esta é a minha versão favorita de Under Pressure, dos Queen e David Bowie, que vi na transmissão do espectáculo de homenagem a Freddie Mercury, nos anos 90. Escolhi-a para estrear a publicação de videos no blog! Espero que resulte.
quinta-feira, agosto 28, 2008
...

I've been swimming in a sea of anarchy
I've been living on coffee and nicotine
Sheryl Crow
Got a wife and kids in Baltimore Jack
I went out for a ride and I never went back
Like a river that don't know where it's flowin'
I took a wrong turn and I just kept goin'
Bruce Springsteen

Como às vezes gostava de fazer o mesmo...
quarta-feira, junho 25, 2008
Body and Soul, Those Fabulous Ladies of Jazz


Tenho este cd há muitos anos, acho mesmo que foi um dos primeiros que comprei. É uma colectânea de temas cantados por Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Dinah Washington e Sarah Vaughan, todos excelentes e nas suas melhores versões. Estou a ouvi-lo novamente neste momento, com o mesmo prazer de sempre. Tem as versões de que mais gosto de Just One of Those Things e de Bewitched, ambas por Ella Fitzgerald, e de Cry Me a River e de Ain't Misbehavin', ambas por Dinah Washington. É uma pura delícia, prazer em estado puro.

terça-feira, maio 13, 2008
last.fm
Misto de estação de rádio e jukebox, a last.fm foi uma das últimas descobertas na net, graças ao meu amigo de sempre, ao qual fico grato - mais uma vez - por me proporcionar este prazer. Faz-se o download, cria-se um pefil, e pode-se ouvir todo o tipo de música enquanto se está a usar o computador. No momento estou a ouvir os Clash, na categoria anos 80, mas já ouvi vários géneros, de indie rock a jazz ou música do século XVIII. E que bem que sabe estar a usar o pc e ouvir a música que nos apetece, sem escolher ao pormenor, o que permite descobrir ou redescobrir músicas e bandas! Uma excelente descoberta!
segunda-feira, abril 14, 2008
Control, de Anton Corbijn

Muito bom, este biopic de Ian Curtis. A história está bem contada, nota-se grande afecto pelas personagens, os actores excelentes - Sam Riley é incrivelmente parecido com Curtis e canta bem, apesar da voz ser menos profunda e forte - e a fotografia a preto e branco muito bela, criando uma atmosfera poética e nostálgica bem apropriada à música dos Joy Division, que vai aliás pontuando o filme e sublinhando as emoções de forma muito bem conseguida. Centenas de fotogramas do filme dariam fotografias excelentes. Só achei que faltava mostrar melhor o processo de criação musical; não se vê a banda a formar-se, a trabalhar, as músicas a nascer, o que é algo que, provavelmente por ser um processo que me é completamente estranho, me interessaria muito.
Lembro-me bem do suicídio de Ian Curtis, embora na altura a música dos Joy Division não me dissesse muito - conhecia os temas que se ouviam na rádio e nada mais. Só anos depois os ouvi com mais atenção, e a beleza e força da sua música entranhou-se em mim. Gosto cada vez mais e ouço-a frequentemente. Como não comprei os discos na época, quando quis comprá-los, já nos tempos do cd, encontrei apenas uma colectânea, Permanent, que é a que sempre ouço. Pouco purista, eu sei, mas a maior parte dos temas estão lá, e um dia hei-de colmatar esta falha comprando os cds originais - o que aliás me dará o prazer de descobrir temas que para mim serão novos.
E as cenas finais do filme são belíssimas, com o tema dos Joy Division que eu mais gosto, Atmosphere.
Walk in silence,
Dont walk away, in silence.
See the danger,
Always danger,
Endless talking,
Life rebuilding,
Dont walk away.
Walk in silence,
Dont turn away, in silence.
Your confusion,
My illusion,
Worn like a mask of self-hate,
Confronts and then dies.
Dont walk away.
People like you find it easy,
Naked to see,
Walking on air.
Hunting by the rivers,
Through the streets,
Every corner abandoned too soon,
Set down with due care.
Dont walk away in silence,
Dont walk away.
terça-feira, novembro 20, 2007
Happiness in D(N)umbness

I'm not like them
But I can pretend
The sun is gone
But I have a light
The day is done
But I'm having fun
I think I'm dumb
or maybe just happy
Think I'm just happy
My heart is broke
But I have some glue
help me inhale
And mend it with you
We'll float around
And hang out on clouds
Then we'll come down
And I have a hangover...Have a hangover
Skin the sun
Fall asleep
Wish away
The soul is cheap
Lesson learned
Wish me luck
Soothe the burn
Wake me up
Kurt Cobain
quinta-feira, novembro 01, 2007
London Calling

Que bem me sabe ouvir London Calling, dos Clash, que comprei há dias na Fnac, aproveitando estar em nice price (tal como mais alguns cds). Sobretudo porque a energia que transmitem se veio somar à do projecto de voltar em breve a Londres; e como só a ideia de quebrar a rotina - que tem sido verdadeiramente pesada - é revigorante! Sim, London Calling, literalmente!
quarta-feira, outubro 17, 2007
Parallel Lines, dos Blondie

Ouvi este disco vezes sem conta na minha adolescência, depois foi uma das vítimas do
fim do vinil. Há uns tempos que andava com vontade de o ouvir de novo, inutilmente o tenho procurado na Fnac; ontem um chat buddy enviou-mo no msn, e que delícia ouvir novamente a voz de Debbie Harry em temas como Sunday Girl, Just Go Away, 11:59, One Way or Another, etc, tão bons como há 20 anos! É incrível como as letras me vieram imediatamente à memória. Tenho estado a ouvi-lo (em repeat, como no programa da Radar) desde ontem. E como brinde, ainda recebi uma série de músicas de bandas da época que não conhecia, como Cranes, Revillos e Passions, e de outras que não ouvia há séculos, como Shakespeare's Sister, Eurythmics, Tourists. Alegrias da internet!
sábado, outubro 13, 2007
Take me out of here...

Take me out tonight
Where there's music and there's people
Who are young and alive
Driving in your car
I never never want to go home
Because I haven't got one anymore
Take me out tonight
Because I want to see people
And I want to see life
Driving in your car
Oh please don't drop me home
Because it's not my home, it's their home
And I'm welcome no more
in Smiths - There is a Light That Never Goes Out
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