
Continuo a reler os livros do ciclo de Yoknapatawpha (e a ler pela primeira vez alguns deles).
Desce, Moisés não é dos meus favoritos, mas é muito bom e gostei muito de o reler, são histórias poderosas e magnificamente escritas (as minhas favoritas são
Foi e
O Urso), e essenciais para a compreensão do dramático universo sulista de Faulkner. Tal como
Absalão, Absalão! é o romance dos Sutpen,
O Som e a Fúria dos Compson,
Sartoris e
Os Invencidos dos Sartoris,
The Hamlet,
The Town e
The Mansion dos Snopes, este é o dos McCaslin, brancos e negros. Aliás, o retrato de Faulkner dos negros do Sul do seu tempo é curioso - simultaneamente condescendente e admirativo, muito pouco politicamente correcto (ou mesmo racista) e afectuoso, tratando-os como forças da Natureza de uma humanidade mais primitiva e ao mesmo tempo mais pura do que os brancos, que são sempre atormentados por uma espécie de culpa / maldição de Caim.
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